Noivos de 100 e 96 anos celebram casamento em Campinas: ‘Amor puro’

Branca e Marcelino oficializaram união após o centenário do engenheiro aposentado, em uma celebração que contou com a presença de amigos e familiares neste sábado.

Por Gabriella Ramos* e Helen Sacconi, G1 Campinas e Região e EPTV2

29/02/2020 19h44  Atualizado há um dia


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Noivos de 100 e 96 anos celebram casamento em Campinas: 'Amor puro'

Noivos de 100 e 96 anos celebram casamento em Campinas: ‘Amor puro’

Um casal de 100 e 96 anos celebrou o casamento em uma casa de repouso de Campinas (SP), neste sábado (29). Branca e Marcelino decidiram oficializar a união após o centenário do engenheiro aposentado, em uma celebração que contou com a presença de amigos e familiares. “Amor puro”, resumiu a filha do noivo.

O casal conta que o relacionamento teve início há aproximadamente dois anos, quando Marcelino passou uma temporada na casa onde Branca vive e, ao conhecê-la, quis ficar. O pedido de namoro, no entanto, só se concretizou há cerca de um ano.

Segundo a estilista Branca, hoje com 96 anos, não faltam razões para se apaixonar pelo noivo. Romântica nata, que gosta de decorar seu quarto na casa de repouso com pelúcias e bonecas de pano, ela relata o encantamento.

“[Gosto de] tudo! Tudo! […] Ele é um amor, ele é um doce”, diz.

Noivos de 100 e 96 anos celebram casamento em Campinas — Foto: Vanderlei Duarte/EPTV

Noivos de 100 e 96 anos celebram casamento em Campinas — Foto: Vanderlei Duarte/EPTV

O português Marcelino, que ganhou o título de cidadão campineiro pelos trabalhos prestados na engenharia, completou 100 anos ao lado da noiva. Celebrar um século de vida fez com que os namorados decidissem dar o próximo passo na relação.

Apesar da voz fragilizada por conta de uma gripe, Marcelino mostra lucidez e relata que, graças ao novo relacionamento, se sente mais jovem, com 40 anos. A sensação de jovialidade também mudou o dia-a-dia da estilista.

“[Me sinto] novinha novinha, gostosa, bem chuchuzinha, sabe?”, conta, entre risos.

Pedido de namoro foi feito há cerca de um ano — Foto: Vanderlei Duarte/EPTV

Pedido de namoro foi feito há cerca de um ano — Foto: Vanderlei Duarte/EPTV

Segundo a cuidadora Monize Faria Cecílio, que acompanha a trajetória dos noivos há dois anos, sempre houve uma relação de amizade muito forte entre o casal. Com o tempo, os idosos passaram a ficar cada vez mais próximos.

“Ela sai do quarto dela […] ela passa no quarto dele e vai conversar com ele, vai dar bom dia, e dá beijinho, sabe? Todo aquele cuidado. Se ele está descoberto, ela vai e cobre ele, ajeita o travesseiro dele. Sempre cuidando dele”, conta Monize.

Beijos e beijos

Os dois viúvos exibem demonstrações de romantismo constantes. Entre incontáveis beijos, mãos entrelaçadas e carinhos, a relação de Branca e Marcelino se fortaleceu dentro da casa de repouso.

Segundo Andreia Garcia Jagucheski, proprietária da casa, o relacionamento trouxe reflexos positivos para todos os moradores. “Não é porque eles estão numa casa de repouso que é o fim. É o começo. Aqui eles sentem amor um pelo outro […] eles sempre estão interagindo um com o outro, sempre juntos.”

O casamento de Branca e Marcelino emocionou os convidados — Foto: Vanderlei Duarte/EPTV

O casamento de Branca e Marcelino emocionou os convidados — Foto: Vanderlei Duarte/EPTV

Cerimônia

Branca diz que, antes do casamento, a ansiedade era grande. “Eu tinha até medo, falava ‘ai meu Deus, e se ele desiste?’ […] e ele pensava a mesma coisa! Depois, no fim, os dois falaram ao mesmo tempo: pensei que você fosse desistir de mim”. Sem desistências, era hora de seguir com a cerimônia.

A casa onde o casal se conheceu se transformou em um salão de festas decorado especialmente para a união. Bolo com noivinhos idosos, itens de decoração, alianças e um dia da noiva para Branca garantiram que a celebração seguisse as tradições. A presença das filhas emocionou os convidados.

“Todo esse amor envolvido, o amor desinteressado, um amor puro né. E é muito carinho. Tudo isso acho que é muito emocionante, é muito verdadeiro, é muito puro”, diz Marilinda Ribeiro dos Santos, filha de Marcelino.

*Sob a supervisão de Fernando Evans

STJ autoriza acréscimo de sobrenome do cônjuge após casamento

Certidão de casamento poderá ser retificada pelo cartório de registro civil

Por Agência Brasilaccess_time21 set 2019, 14h30more_horiz

Alianças de casamento

Alianças: STJ permitiu acréscimo de sobrenome após o casamento (Jeff Belmonte/Wikimedia Commons)

Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta semana autorizar uma mulher a acrescentar mais um sobrenome do marido sete anos após o casamento. Com a decisão, a certidão de casamento poderá ser retificada pelo cartório de registro civil.

O caso chegou para julgamento na Terceira Turma do STJ após a Justiça de São Paulo ter negado o pedido do casal para mudar a certidão de casamento anos após o matrimônio. O magistrado local e a segunda instância da capital paulista entenderam que deveria ser respeitado o princípio jurídico da imutabilidade dos sobrenomes. Dessa forma, a escolha do nome de casado deveria ser feita apenas uma única vez.

A defesa do casal alegou no STJ que o Código Civil e a Lei de Registros Públicos não impedem a inclusão do sobrenome do cônjuge após casamento. Os advogados também defenderam que a justificativa legal para a mudança seria a notoriedade social e familiar do novo sobrenome.

Ao julgar o caso, o relator, ministro Villas Bôas Cueva, concordou com a defesa e disse que não há proibição legal para adoção de novo sobrenome após o casamento. Cueva lembrou que, ao oficializar o casamento, o cônjuge pode manter o nome de solteiro, adicionar o sobrenome do parceiro ou modificar os sobrenomes, mas a medida deve ser feita com interferência mínima do Judiciário.

“O nome representa a própria identidade individual e, ao fim e ao cabo, o projeto de vida familiar, escolha na qual o Poder Judiciário deve se imiscuir apenas se houver insegurança jurídica ou se houver intenção de burlar à verdade pessoal e social”, disse.

Divisão de pensão

Outra questão envolvendo a Justiça e relacionamentos conjugais deve ser julgada na quarta-feira (25) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte deve analisar a possibilidade de rateio de pensão por morte a partir do reconhecimento jurídico de união estável e de relação homoafetiva concomitantes, ou seja, no caso de relação extraconjugal.

Estudo indica como discutir em um relacionamento feliz

Ao analisar como 100 casais heterossexuais resolvem seus problemas, pesquisa relata que casais são mais felizes quando priorizam suas individualidades

Por Maria Eduarda Cury

São Paulo – Um dos principais problemas dos relacionamentos amorosos modernos está na falta de conversa e compreensão do outro – de forma que surgem, constantemente, muitas comparações com os casais à moda antiga. E, como em todo relacionamento, a resposta para uma convivência feliz é quase sempre a maneira de conversar e argumentar. Pensando nisso, psicólogos da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, estudaram casais que estão há muito tempo juntos e como eles costumam resolver suas discussões.

Os pesquisadores analisaram mais de 100 casais, que se declararam felizes, heterossexuais e monogâmicos. Eles foram separados em dois grupos. Publicada no jornal Family Process, o estudo consistiu, inicialmente, um questionário para os entrevistados fazerem uma auto-avaliação. Eles deveriam apontar quais assuntos acham problemáticos na vida de casal. Enquanto resolviam – da melhor maneira – um aparente problema de relacionamento, as duplas observavam outros casais seguindo os seus conselhos.

Os pesquisadores perceberam que casais que se declararam mais felizes apresentavam menos problemas graves a serem resolvidos, e discutiam com menor frequência do que os demais. Tais duplas também aparentavam apenas se preocupar com conflitos que poderiam realmente aprimorar o relacionamento. Os problemas que não eram possíveis de ser solucionados eram deixados para lá. De acordo com especialistas em psicologia de casais, isso nem sempre é uma boa escolha, mas pode evitar problemas que não necessariamente precisam ser visitados.

Essa estratégia de discutir apenas o necessário, segundo os pesquisadores – ainda que possa ser óbvia para alguns casais -, pode melhorar consideravelmente a convivência., Isso acontece porque as duas partes do casal aprendem a diferenciar conflitos importantes de conflitos necessários. A autora do estudo, Amy Rauer, professora de estudos sobre crianças e famílias, disse que casais felizes utilizam com mais frequência a abordagem estratégica. “Casais felizes tendem a adotar uma abordagem orientada para a solução de conflitos, e isso fica claro mesmo nos tópicos que eles decidem discutir”, disse Rauer.

A pesquisa revelou que os casais se importavam mais em resolver problemas que giravam em torno de intimidade, lazer, tarefas domésticas, comunicação e dinheiro. Por outro lado, ciúmes, religião, família – temas considerados mais profundos e pessoais e, portanto, difíceis de se chegar em uma conclusão exata – foram pouco mencionados na categoria de questões indispensáveis.

Rauer disse que as questões difíceis são as que têm maior risco que levar ao fim do relacionamento. “Como essas questões tendem a ser mais difíceis de serem resolvidas, é mais provável que elas levem a menos felicidade conjugal ou à dissolução do relacionamento, especialmente se os casais não obtiveram nenhum sucesso anterior na solução de outros problemas conjugais”, acrescentou Rauer, em um comentário no próprio estudo.

É preciso, portanto, entender o que é necessário e relevante de ser aprimorado em uma vida compartilhada e o que não é. Se intrometer em questões pessoais geralmente divergentes, como família, religião e outras, pode acabar gerando brigas desnecessárias – além de significar que um dos parceiros não entende completamente o outro, aumentando consideravelmente a proporção da discussão.

A falta de privacidade e individualidade em um relacionamento, em um século onde os seres humanos estão sendo frequentemente incentivados a abraçarem suas características e diferenças, pode se tornar um grande problema. O estudo conclui, portanto, que uma vida compartilhada estável e harmoniosa necessita de aceitação, espaço e, acima de tudo, compreensão de que a união não deve obrigar que o parceiro altere seu estilo de vida.

Parque das Mangabeiras é reaberto na Região Centro-Sul de Belo Horizonte


Nesta terça-feira (20), o Mirante das Mangabeiras também volta a funcionar. Os locais estavam fechados desde fevereiro por causa do risco de transmissão da febre amarela.

Fonte: Por Bom Dia Minas, Belo Horizonte – 20/06/2017

Parque das Mangabeiras é reaberto na Região Centro-Sul de BH
A Fundação de Parques Municipais (FPM) reabre, nesta terça-feira (20), o Parque das Mangabeiras e o Mirante das Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os espaços de lazer estavam interditados desde fevereiro por causa do risco de transmissão da febre amarela. Os dois locais ficaram fechados por mais de três meses. O local volta a funcionar em horário normal – de terça-feira a domingo, das 8h às 17h, para toda a população e turistas que visitam a cidade.

Entre as intervenções realizadas durante o período de fechamento estão o diagnóstico geral da situação do parque; ampla limpeza da área; serviços de roçadas, capinas e jardinagem; e alguns reparos em banheiros. Também está sendo providenciado o aumento do quadro de funcionários de vigilância.

Foi também iniciada a elaboração do plano integrado de combate a incêndios para o Parque das Mangabeiras, Parque Estadual da Mata da Baleia e Parque da Serra do Curral, que conta com a participação da FPM, Ministério Público Estadual, Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia do Meio Ambiente de Minas Gerais, Corpo de Bombeiros, Instituto Estadual de Florestas, brigadistas voluntários das três áreas verdes e outros parceiros.
Sérgio Augusto Domingues, biólogo e presidente interino da FPM, destaca que algumas áreas, especialmente as matas na área leste do Parque das Mangabeiras, ainda estarão com acesso restrito. Isso porque o local tem maior fragilidade, considerando a biodiversidade.

Além disso, nessa área é onde estão ocorrendo intervenções de manutenção, como reformas, readequação das trilhas, desassoreamento de lagos e cursos de água, por exemplo. “Após quatro meses fechado, sem contato com o público, é natural que as populações silvestres se reorganizem no habitat. Precisamos fazer com que essa reaproximação com o público não seja impactante e, para isso, faremos de forma planejada, gradual e organizada, visando à segurança dos visitantes e à conservação da vida animal”, explica.

Assim, estarão abertas ao público as Praças da Água e de Esportes, as Ilhas do Passatempo, a Ciranda de Brinquedos, que integram o Roteiro do Sol. “O Roteiro da Mata estará restrito a pesquisadores devidamente autorizados, técnicos, vigilantes e funcionários do Parque, pois são áreas onde ainda estamos realizando estudos e intervenções”, conta Domingues.

Desde meados de maio, o Parque das Mangabeiras já vem recebendo a visita de escolas para realização de trabalhos de educação ambiental, com foco nos animais silvestres presentes no Parque. Durante as atividades, que acontecem de terça a quinta-feira, as crianças participam de uma palestra e uma atividade de campo, intituladas “Aqui tem Bicho”. Elas percorrem um caminho dentro do parque, guiadas pela equipe de educação ambiental da FPM.
Serviço

Acesso ao Parque das Mangabeiras
Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo e feriados das 8h às 18h (entrada até as 17h)
O acesso dos visitantes ao parque será feito pelas portarias Sul (Avenida José do Patrocínio Pontes) e Norte (Avenida Bandeirantes), estando as demais portarias restritas a funcionários e prestadores de serviços
Telefone: (31) 3277-8277

Em ano de crise, noivos cortam listas de convidados e adiam casamentos

Em ano de crise, noivos cortam listas de convidados e adiam casamentos

G1 ouviu casais na feira Expo Noixas & Festas, em São Paulo.
Noivos contam que muitos preços são mais bem altos do que imaginavam.

Em uma feira do setor de casamentos em São Paulo, um casal olha um catálogo de convites e escolhe um modelo. “Esse custa R$ 1.280”, diz o vendedor, se referindo ao preço de 100 unidades. Os olhos do casal se arregalam. Eles então dizem que vão dar uma volta pela feira. “A gente parcela em três vezes”, insiste o vendedor. “Mas é que a gente não queria gastar tanto assim em convites”, finaliza o noivo.

Anderson Faria Caetano, de 28 anos, e Amanda Reis, de 29, vão se casar em dezembro. Eles contam que o preço dos convites era muito maior do eles que esperavam, e não só dos convites, mas de quase tudo. O G1 esteve na Expo Noixas & Festas, que vai até o dia 29 em São Paulo, e ouviu relatos de noivos que estão se apertando para fazer a festa dos sonhos mesmo em ano de crise.

Só para os mais chegados
A redução na lista de convidados foi praticamente unânime entre os noivos ouvidos pelo G1 como estratégia para reduzir o valor total gasto na festa.
Anderson e Amanda, por exemplo, começaram os planos com uma lista de 280 convidados. O número caiu para 130. “A gente foi enxugando ao máximo. Estamos chamando só os mais próximos. Ficou mais a família mesmo”, diz o noivo. “Ia chamar os colegas do trabalho, mas agora só vou chamar um deles. Melhor até convidá-lo para comer uma pizza em casa para não entregar o convite na frente dos outros”, brinca.
Já Dominique e Rodney cortaram a lista de convidados de 330 nomes para 200. “Eu ainda queria menos que isso, mas a família dele é muito grande”, conta a noiva.

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